Lúpulo

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Quando falamos em lúpulo, a primeira coisa que nos vem à cabeça é cerveja. Isso se deve, principalmente, ao fato de que cerca de 98% do lúpulo cultivado hoje em dia é usado na produção da bebida. Eles garantem aroma, amargor e outras propriedades à cerveja, e é usado de diferentes formas , podendo ser utilizado em extrato, flores inteiras ou pellets.

O lúpulo é uma planta da família Cannabaceae, mesma família da Cannabis sativa, que apesar do parentesco, não apresenta os mesmos efeitos psicotrópicos que ela. Essa espécie é do tipo trepadeira, ela cresce apoiada sobre alguma estrutura, podendo atingir grandes alturas.

Usado desde o século XIII, o lúpulo não apresenta apenas a função de dar gosto à bebida, ele tem função antisséptica, além de dar estabilidade à espuma. Ela também é uma fonte de antioxidantes em virtude da presença de alguns flavonoides.

A planta apresenta indivíduos machos e fêmeas, ou seja, ela é dioica. A parte de interesse para fins cervejeiros são as flores da planta fêmea. Pois nela são formadas glândulas de lupulina que contêm resinas, óleos e substâncias utilizadas na bebida.

O sabor amargo característico da cerveja é devido à presença de substâncias conhecidas como alfa ácidos presentes nas resinas encontradas na lupulina. Vale destacar que o sabor amargo só surge após a isomerização dos ácidos durante o processo de fervura do mosto, um dos processos na brassagem.

Além dos alfa ácidos, encontramos também beta ácidos, os quais possuem propriedades antimicrobianas. Não podemos nos esquecer também da presença dos chamados óleos essenciais, que são responsáveis pelo aroma do lúpulo.

Hoje existem mais de 100 diferentes variedades de lúpulos, as quais variam principalmente, de acordo com a concentração de alfa e beta ácidos, e óleos essenciais.

Agora que aprendeu um pouco sobre lúpulos, bóra tomar uma IPA bem lupulada?

Cheers!

 

 

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